Pular para o conteúdo principal

ESSA DOENÇA TEM REMÉDIO?

 Essa doença tem remédio?


Decorridos oito anos do crime, o caso Marielle Franco foi encerrado dia 25 de fevereiro com a condenação dos mandantes em julgamento pelo STF e deve servir de reflexão a quem tenha um pingo de juízo. Falo, aqui, de um mostruário dessas anomalias morais que mentes lesadas denominam “luta política”. Enquanto os assassinos queriam beneficiar-se da morte da vereadora por motivos patrimoniais, vigaristas da política se empenharam em tirar proveito do crime colocando Jair Bolsonaro e seu círculo de apoio no centro das suspeitas.

Ano após ano, a morte de Marielle Franco foi explorada pelo wokismo racial, pois a vereadora era negra, pelo wokismo de gênero, pois a vereadora era homossexual, e pelo wokismo político esquerdista, pois a vereadora era filiada ao PSOL. Vigaristas são oportunistas. Marielle e seu chofer Anderson foram mortos em março do ano eleitoral de 2018. Essa infeliz coincidência sintetiza as razões para que parcela imensa do jornalismo brasileiro fosse tomada por um ânimo furioso. Era como se militantes de centro acadêmico, sem o menor polimento, ocupassem as redações. Inaugurando o que se veria nos anos seguintes, havia, nesse crime, uma narrativa a ser construída para colocar o cadáver da vereadora no colo de Jair Bolsonaro. De ilação em ilação chegaram a monitorar o condomínio onde o candidato morava e a biografia de seus vizinhos. Doutores que me leem: essa doença tem remédio?

Assim era a “vibe” dos meninos e meninas que passaram a tomar conta do jornalismo brasileiro. O que importava a eles, nesse caso, era “a causa” e a correspondente “narrativa”, ainda que ninguém esclarecesse o motivo pelo qual o acusado estaria interessado, a esse ponto, na eliminação da vereadora...

Dane-se a lógica; hoje estamos saturados de saber que a vontade política é a senhora da razão desvairada!

No caso Marielle Franco, a construção dessa narrativa e a etiquetagem adjetivando Bolsonaro como “miliciano, racista e homofóbico” foram intensas e persistentes. Suscitaram tal animosidade que, seis meses depois, o candidato foi esfaqueado em Juiz de Fora, num crime que, até hoje, não tem mandante ou mandantes identificados. O ato foi festejado como fim do script, só que não. A vítima sobreviveu para padecer reiteradas mutilações institucionais.

A vigarice não pede habeas corpus e depõe contra si mesma. Clama por políticas de desencarceramento. Diz que no Brasil se prende demais. É contra a redução da maioridade penal para 16 anos. Chorou cada bandido morto, mas não derramou uma lágrima por qualquer dos 53 policiais abatidos no Rio de Janeiro no ano passado. Afirma que “saidinha” é bom e faz bem. Pede todo rigor da lei apenas para seus adversários políticos, sendo, essa condição, o delito de seu maior repúdio. Que o digam os presos do 8 de janeiro.

Percival Puggina - Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

JCO
cearamirimlivre

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dr. Mutar Cassamá um Guineense( Guiné-Bissau) desbravador

O jovem Mutar Cassamá chegou no Brasil em maio do ano de 2002, desembarcou em Fortaleza e seguiu viajem com destino à Natal, capital do nosso estado Rio Grande do Norte, onde logo no mesmo ano ingressou no curso de medicina na UFRN, finalizando o curso em 2008, tornando-se assim um médico Guineense para atuar no solo Brasileiro. Os estágios foram realizados no Hospital Universitário Onofre Lopes, Hospital Maternidade Januário Cicco e no Hospital Pediátrico da mesma Universidade. E desde então presta seus serviços no nosso estado começando em Parnamirim, São José do Mipibu, Lagoa Danta, Tibau, Baraúnas, Upanema e no serviço urgência do Samu em Mossoró. Hoje atende em Grossos, na UPA Tarcísio de Vasconcelos Maia em Mossoró e na nossa querida Olho D Água do Borges como médico da Família. Este é um breve relato da história e do trabalho do brilhante e competente Médico Clínico Geral Dr. Mutar Cassamá em nosso País, Estado e Município, que este blog tem o pra...

CAFÉ DA MANHÃ PARA OS SERVIDORES PÚBLICOS DA CÂMARA MUNICIPAL

João, Dr. Sebastião, vereador Gelson Fernandes, Anderson, Isaac Araújo, Zuila, Dr. Wilson, vereadora Maria Alexandre, Karyza, Netinho, Edilma, Vereador Vilmar Araújo. Neide, vereadora Branca de Antonimar e Ayla. A Câmara Municipal de Olho d`Água do Borges, em um iniciativa da Presidente da Casa, vereadora Jessica Queiroga (PSDB), realizou na manhã desta sexta-feira, um café da manhã especial em comemoração ao Dia do Servidor Público. Em clima de gratidão e reconhecimento, os vereadores puderam expressar sua admiração e valorização pelo trabalho árduo e dedicação dos servidores públicos. Este encontro é uma oportunidade para fortalecer os laços entre os servidores públicos e os vereadores, reforçando a importância do diálogo e da parceria na busca por melhorias para o município. O evento contou com as ilustres presenças da prefeita Maria Helena (PSDB) e dos vereadores Vilma Araújo (PSDB), Branca de Antonimar (PT), Maria Alexandre (PSDB) e Gelson Fernandes (MDB). Fotos: Via whatsapp

Pau dos Ferros/RN: adolescente de 14 anos é morto com uma facada.

Via  Nosso Paraná O pau-ferrense Allison Temístoles Martins, conhecido como Guaxinim, 14 anos(13-08-1999), foi morto com uma facada na região dorsal transfixando o corpo e saindo na região mamaria esquerda, por volta das 13:20 horas desta quinta-feira(05), na Rua Joel Praxedes, em frente a Creche Municipal Branca de Neve, no Bairro Riacho do Meio, na cidade de Pau dos Ferros/RN. De acordo com informações populares, a pessoa conhecida como Rafael ou Ninho de Biré apontado como autor crime, chegou quando a vítima estava na calçada de uma casa conversando com outros adolescentes e o suposto acusado chamou a vítima para lhe acompanhar para resolver um assunto pedente, diante da recusa Rafael, aplicou um único golpe de faca-peixeira, onde a vítima faleceu no local.