Isabela Santos
repórter/TN
De acordo com o procurador-geral de Justiça Adjunto, Jovino Pereira, o político responde a 17 ações penais, 13 delas descobertas pela Operação Máscara Negra, realizada em 2013. A prisão preventiva veio com a comprovação de que mesmo respondendo a vários processos, Flávio Veras continuava comandando as fraudes. As provas incluem ainda medidas cautelares, como quebra de sigilo bancário, e depoimentos. O ex-prefeito também chegou a ser condenado a três anos e 10 meses de reclusão por crime de corrupção eleitoral, em sentença que transitou em julgado na semana passada.
“Essa investigação já está sendo feita há quatro anos e aponta sempre Flávio Vieira Veras como o chefe, o mentor, a pessoa que negociava com as bandas e efetivava os pagamentos”, disse a promotora de Justiça de Macau, Isabel Mendes, durante coletiva de imprensa que o ministério Público concedeu para detalhar o caso.
Veras foi prefeito por dois mandatos, de 2004 a 2012, e ainda este ano exerceu influência nessas contratações, quando o Governo decretou estado de calamidade e o Município conseguiu licença decisão judicial para realizar o evento.
“Mesmo quando estava com decreto de situação de emergência, Macau estava fazendo festas”, ressaltou a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Patrícia Antunes.
A investigação também resultou no afastamento do chefe de gabinete da Prefeitura de Macau, Francisco de Assis Guimarães. Ele nem mesmo poderá ter acesso ao prédio da Prefeitura. A restrição se estende a Francisco Gaspar da Silva Cabral, conhecido como Chico Paraíba, e aos demais envolvidos.
Ficaram impedidos de participar de processos licitatórios e de firmar contrato com pessoa jurídica de direito público, especialmente o Estado do Rio Grande do Norte e Prefeituras de Macau e Guamaré, também investigada: Alexandro Ferreira de Melo (Alex Padang), Janine Santos de Melo, Leonardo Martins de Medeiros, Francisco Jocélio Oliveira de Barros, José Romildo da Cunha, Cristiano Gomes, Cristiano Gomes de Lima Júnior (vereador Junior Grafith) e Francisco Edson Ribeiro da Silva.
As empresas que não poderão contratar com entidades governamentais são Grupo Musical Cavaleiros do Forró Ltda., Banda Deixe de Brincadeira Ltda., Forró da Pegação Edições Musicais Ltda., F J. Oliveira de Barros ME, Ranielson Guimarães da Cunha ME, J. R. da Cunha ME, M.S. Marques ME, Banda Grafith Produções e Promoções Artísiticas Ltda ME, Flavia Gomes Barbosa e Oliveira ME e Darlan Mora Silva ME, em nome próprio (ou através de procurações) ou por intermédio de qualquer pessoa física ou jurídica.
A promotora de Justiça de Macau frisou que nem todos os artistas estão envolvidos no caso. “Quando uma banda vem para Macau existe um empresário interposto. Então, quem emite a nota fiscal e o contrato superfaturado não é a banda. É esse empresário local. Um grupo liderado por Alex Padang tinha as bandas dele”.
Fonte: Tribuna do Norte
repórter/TN
O ex-prefeito de Macau Flávio Veras (PMDB) foi preso nessa segunda-feira (23), apontado pelo Ministério Público como chefe de organização criminosa que superfaturava contratos de bandas e outras estruturas em festas da cidade. O desfalque apurado foi de R$ 1,515 milhão referente ao Carnaval de 2011 e R$ 280 mil da festa junina em 2012. Flávio Veras foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória da Ribeira. Todos os grandes eventos realizados a partir de 2010 continuam sendo investigados. Por determinação judicial já haviam sido suspensas a Festa do Sal e a de São João.
Emanuel Amaral
Flávio Veras foi preso ontem e encaminhado ao CDP Ribeira
De acordo com o procurador-geral de Justiça Adjunto, Jovino Pereira, o político responde a 17 ações penais, 13 delas descobertas pela Operação Máscara Negra, realizada em 2013. A prisão preventiva veio com a comprovação de que mesmo respondendo a vários processos, Flávio Veras continuava comandando as fraudes. As provas incluem ainda medidas cautelares, como quebra de sigilo bancário, e depoimentos. O ex-prefeito também chegou a ser condenado a três anos e 10 meses de reclusão por crime de corrupção eleitoral, em sentença que transitou em julgado na semana passada.
“Essa investigação já está sendo feita há quatro anos e aponta sempre Flávio Vieira Veras como o chefe, o mentor, a pessoa que negociava com as bandas e efetivava os pagamentos”, disse a promotora de Justiça de Macau, Isabel Mendes, durante coletiva de imprensa que o ministério Público concedeu para detalhar o caso.
Veras foi prefeito por dois mandatos, de 2004 a 2012, e ainda este ano exerceu influência nessas contratações, quando o Governo decretou estado de calamidade e o Município conseguiu licença decisão judicial para realizar o evento.
“Mesmo quando estava com decreto de situação de emergência, Macau estava fazendo festas”, ressaltou a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Patrícia Antunes.
A investigação também resultou no afastamento do chefe de gabinete da Prefeitura de Macau, Francisco de Assis Guimarães. Ele nem mesmo poderá ter acesso ao prédio da Prefeitura. A restrição se estende a Francisco Gaspar da Silva Cabral, conhecido como Chico Paraíba, e aos demais envolvidos.
Ficaram impedidos de participar de processos licitatórios e de firmar contrato com pessoa jurídica de direito público, especialmente o Estado do Rio Grande do Norte e Prefeituras de Macau e Guamaré, também investigada: Alexandro Ferreira de Melo (Alex Padang), Janine Santos de Melo, Leonardo Martins de Medeiros, Francisco Jocélio Oliveira de Barros, José Romildo da Cunha, Cristiano Gomes, Cristiano Gomes de Lima Júnior (vereador Junior Grafith) e Francisco Edson Ribeiro da Silva.
As empresas que não poderão contratar com entidades governamentais são Grupo Musical Cavaleiros do Forró Ltda., Banda Deixe de Brincadeira Ltda., Forró da Pegação Edições Musicais Ltda., F J. Oliveira de Barros ME, Ranielson Guimarães da Cunha ME, J. R. da Cunha ME, M.S. Marques ME, Banda Grafith Produções e Promoções Artísiticas Ltda ME, Flavia Gomes Barbosa e Oliveira ME e Darlan Mora Silva ME, em nome próprio (ou através de procurações) ou por intermédio de qualquer pessoa física ou jurídica.
A promotora de Justiça de Macau frisou que nem todos os artistas estão envolvidos no caso. “Quando uma banda vem para Macau existe um empresário interposto. Então, quem emite a nota fiscal e o contrato superfaturado não é a banda. É esse empresário local. Um grupo liderado por Alex Padang tinha as bandas dele”.
Fonte: Tribuna do Norte
Comentários
Postar um comentário