Mariano e devoto dos Santos Anjos, São Teotônio viveu uma vida retirada para contemplar o Senhor
Homem de oração e penitência, centrado no mistério da Eucaristia, e
peregrino, fez duas viagens à Terra Santa, que muito marcaram a sua
história, até que os cônegos de Santo Agostinho pediram que ele ficasse
ali como um dirigente, mas, em nome da obediência, ele não poderia
fazê-lo, uma vez que já ocupava o cargo de prior da Sé de Viseu. No
retorno, abriu mão deste serviço e se dedicou ainda mais à
evangelização.
Ele já era conhecido e respeitado por muitas autoridades. Inclusive, o
rei Afonso Henriques e a rainha, dona Mafalda, por motivos de guerra,
acabaram retendo muitos cristãos e ele foi interceder em prol desses
cristãos. Muitos foram liberados, mas o santo foi além. Como já tinha
fundado, a pedido de amigos, a Nova Ordem dos Cônegos Regulares sob a
luz da Santa Cruz, aos pés do Mosteiro, ele não só acolheu aqueles
filhos de Deus, mas também pôde mantê-los como um verdadeiro pai. No
mosteiro, ele era um pai, um prior não só por serviço e autoridade, mas
um exemplo refletindo a misericórdia do mistério da cruz do Senhor,
refletindo o seu amor apaixonado pelo mistério da Eucaristia.
Mariano e devoto dos Santos Anjos, ele despojou-se e se retirou em
contemplação e intercessão. Foi assim que, em 18 de fevereiro, esse
grande santo português, em 1162, partiu para a glória.
Peçamos a intercessão de São Teotônio para que possamos glorificar a
Deus pela obediência, sempre voltando-nos para os mais pequeninos.
São Teotônio, rogai por nós!
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