Enfim, Santo Antão foi passo-a-passo
buscando a vontade do Senhor. Antão deparou-se com outra palavra de Deus
em sua vida “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de
amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu
cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as
coisas para viver como eremita. Sabendo que na região existiam homens
dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a
ler e, principalmente a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na
santidade e na fama também.
Sentiu-se chamado a viver num local muito
abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por
lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo
viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que
estavam por lá e , por isso, ninguém se aproximava. A imaginação humana
vê coisas onde não há. Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu
ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da
providência, pois elas lhe mandavam comida, o pão por cima dos muros; e
ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo
Antão, naquele lugar surgiram os monges. Ele foi construindo lugares e
aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver
perto dele. O número de monges foi crescendo, mas o interessante é que
quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e
perguntavam: “Onde está Antão?”. E lhes respondiam: “Ande por aí e veja
a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; este é Antão”.
Ele foi crescendo em idade, em sabedoria,
graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo.
Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo.
Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na
divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria
combater essa heresia. Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na
verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo para toda a vida religiosa.
Exemplo de castidade, de obediência e pobreza.
Santo Antão, rogai por nós!
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