Sobressai no seu pontificado um documento de primeira grandeza,
fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a carta aos
Coríntios, escrita no ano de 96.
Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura.
São Clemente escreve-lhe então uma extensa carta de orientação e
pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade,
paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus
diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos.
Esta sua intervenção mostra que Clemente, para além de Bispo de Roma,
sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas.
E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o
que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia
meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara
logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado
meter-se onde, por hipótese, não era chamado.
João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável.
Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o
governo da cristandade.
Uma tradição, que remonta ao fim do século IV, afirma que São
Clemente terminou sua vida com o martírio. Seu nome ficou incluído no
Cânon Romano da Missa.
São Clemente I, rogai por nós!
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