“Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”, disse-lhe o
ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a
Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. “Gostas tu
d’Ele?”, perguntou Maria. -“Oh, sim”. -“E tu, Jesus, gostas dela?”
-“Não gosto, é muito feia”. Catarina foi logo ter com Ananias: “Ele acha
que sou feia”, disse chorando. -“Não é o teu corpo, é a tua alma
orgulhosa que Lhe desagrada”, respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre
as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a
Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no
dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o “casamento místico de
Santa Catarina”.
Ansiosa de ir ter com o seu Esposo celestial, Catarina ficou pensando
unicamente no martírio. Conta-se que ela apresentou-se em nome de Deus,
diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a fim de repreendê-lo por
perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e inutilidade da
religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e com
sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua
Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50
melhores filósofos da província que, além de se contradizerem,
curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo
para a infelicidade do terrível imperador.
Maxêncio mandou os filósofos serem queimados vivos, assim como à sua
mulher Augusta, ao ajudante de campo Porfírio e a duzendos oficiais que,
depois de ouvirem Catarina, tinham-se proclamado cristãos. Após a morte
destes, Santa Catarina foi provada na dor e aprovada por Deus no
martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro rodas, armadas
de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O seu culto
parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no calendário
pelo Papa João XXII (1316-1334).
Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!
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