Bem cedo percebeu o chamado do Senhor ao sacerdócio. Ao entrar no
Oratório, em Turim, recebeu no coração as palavras de São Francisco de
Sales lançadas pelo amado São João Bosco: “Um terno amor ao próximo é um
dos maiores e excelentes dons que a Divina Providência pode conceder
aos homens”. Concluiu o ginásio, deixou o Oratório Salesiano, voltou
para casa e depois entrou no seminário onde cursou filosofia, teologia,
até chegar ao sacerdócio que teve como lema: “Renovar tudo em Cristo”.
Luís Orione, sensível aos sofrimentos da humanidade, deixou-se guiar
pela Divina Providência a fim de aliviar as misérias humanas.
Sendo assim, dedicou-se totalmente aos doentes, necessitados e
marginalizados da sociedade. Também fundou a Congregação da “Pequena
Obra da Divina Providência”. Em 1899, Dom Orione deu início a mais um
Ramo da nova Congregação: os “Eremitas da Divina Providência”. Em 1903,
Dom Orione recebeu a aprovação canônica aos “Filhos da Divina
Providência”, Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas da
Família da Pequena Obra da Divina Providência.
A Congregação e toda a Família Religiosa propunha-se a “trabalhar
para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante
obras de caridade”. Dom Orione teve atuação heróica no socorro às
vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915).
Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese
de Messina por 3 anos. Vinte anos depois da fundação dos “Filhos da
Divina Providência”, em 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das
“Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade”, Religiosas movidas pelo mesmo
carisma fundacional.
O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de
missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida, à Argentina, ao Uruguai e
diversos países espalhados pelo mundo. Dom Orione esteve pessoalmente
como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de
1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao
Chile. Foi pregador popular, confessor e organizador de peregrinações,
de missões populares e de presépios vivos.
Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção
mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda
em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses
santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar
seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.
Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias
respiratórias foi enviado para Sanremo. E ali, três dias depois de ter
chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras:
“Jesus! Jesus! Estou indo.” Vinte e cinco anos depois, em 1965, seu
corpo foi encontrado incorrupto e depositado numa urna para veneração
pública, junto ao Santuário da Guarda, em Sanremo na Itália.
O Papa Pio XII o denominou “pai dos pobres, benfeitor da humanidade
sofredora e abandonada” e o Papa João Paulo II depois de tê-lo declarado
beato em 26 de outubro de 1980, finalmente o canonizou em 16 de maio de
2004.
São Luís Orione, rogai por nós!
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