Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito
triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta
mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai.
Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava
converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um
meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.
Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio,
acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com
onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze
mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e
pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.
Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A
cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles
mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou
encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento.
Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os
reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a
jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o
túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.
Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a
Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a
meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras
do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo
em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas
para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma
visão que ela teve.
Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa
Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as
memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.
Santa Úrsula, rogai por nós!
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