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terça-feira, 17 de novembro de 2015

GARIBALDI HOMENAGEIA CENTENÁRIO DE DJALMA MARANHÃO EM SESSÃO DO SENADO

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“Djalma morreu, mas seu legado continua vivo nos corações e mentes que conheceram seu trabalho”. A observação foi feita pelo senador Garibaldi Filho durante sessão especial do Senado em homenagem ao centenário de nascimento de Djalma Maranhão. Deputado estadual, prefeito de Natal, deputado federal e líder da resistência em todos os momentos em que a democracia brasileira se viu atacada, o político potiguar nasceu no dia 27 de novembro de 1915, em Natal.

No seu primeiro período como prefeito de Natal, Djalma Maranhão modernizou a gestão ao introduzir o Cadastro Fiscal da Prefeitura e o Código Tributário Municipal, além de regularizar o pagamento dos impostos sobre a atividade industrial e laboral, que naquela época eram arrecadados pelos municípios. “Com austeridade fiscal e zelo pelo erário, ele saneou as contas da prefeitura e pôde canalizar recursos para investimentos prioritários em educação e cultura”, comentou Garibaldi Filho.

Na segunda vez que exerceu o cargo de prefeito, Djalma Maranhão estabeleceu uma política educacional que se tornou conhecida em todo o país. Sua campanha “De pé no Chão também se aprende a ler” foi reconhecida por educadores como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, que elogiaram sua originalidade e eficácia. Ele também investiu na valorização e preservação da cultura popular, baseada nos estudos dos potiguares Luiz de Câmara Cascudo e Veríssimo de Melo.

“Essa transformação educacional e cultural se baseou nas premissas do método de alfabetização para adultos Paulo Freyre, que foi adotado pelo governador Aluízio Alves com êxito invulgar na cidade de Angicos, em pleno sertão do semiárido, e em populosos bairros de Natal, como Quintas, Rocas e Alecrim”, observou Garibaldi Filho. 

O senador potiguar lembrou que essa “revolução” em prol da educação básica contrastava com a realidade elitista do Rio Grande do Norte à época, em que os filhos de famílias ricas se formavam doutores na recém-inaugurada Universidade do Rio Grande do Norte, hoje Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e os pobres nem sequer tinham pleno direito ao ensino primário.

O sonho de erradicar o analfabetismo em Natal, esteve próximo de se realizar. Foi interrompido pelo golpe de 1964. Djalma foi o último prefeito eleito antes do regime militar. Garibaldi, em 1985, foi o primeiro a vencer uma eleição para a prefeitura de Natal após a volta da democracia. Para ele, a melhor forma de honrar a memória de Djalma Maranhão é não apenas estudar e compreender sua obra, mas retomá-la e reavivar seu esforço de levar a educação às localidades mais remotas do Nordeste e de todo o Brasil.

“Na hora em que, sob qualquer pretexto, nós, cidadãos de bem do século 21, pensarmos em uma infinidade de obstáculos para universalizar a educação no Brasil, pensemos em Djalma. Lembremos que ele fazia tanto com tão pouco, e não reclamava de nada. Na sua gestão como Prefeito, ele não tinha tempo para reclamar: estava ocupado demais com a nobre tarefa de levar educação para quem nem sapato tinha”, finalizou o senador Garibaldi Filho.

Familiares de Djalma Maranhão participaram da sessão especial, entre eles a filha Ana Maria Cavalcanti Maranhão Fagundes e o sobrinho-neto Haroldo Maranhão Bezerra Cabral. Também estiveram presentes os ministros Emmanoel Pereira (Tribunal Superior do Trabalho) e Marcelo Ribeiro Dantas (Superior Tribunal de Justiça), o presidente da Comissão do Centenário de Djalma Maranhão, Roberto Monte; o professor Willington Germano, autor do livro “De pé no chão também se aprende a ler” e Clara Raissa Pinto de Góes, filha do secretário de Educação de Djalma, Moacyr de Góes. Os senadores Fátima Bezerra e José Agripino também se pronunciaram durante a sessão.

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